espaço para palavras que vem da alma, paisagens que me faz bem, carinhos que gosto de fazer, atitudes que me movem, versos que me encantam, escritores que admiro e tudo que acredito não ser obra do acaso ...
"Três coisas agradam a todo o mundo: gentileza, frugalidade e humildade. Pois os gentis podem ser corajosos, os frugais podem ser liberais e os humildes podem ser condutores de homens."Texto Taoísta
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Pra Você Dar o Nome - Pedro Mariano
Deixa pra Lá,
Que de nada adianta,
Esse papo de agora não dá,
Que eu te quero é agora e não posso e nem vou te esperar,
Que esse papo de um tempo nunca funcionou,
Pra nós dois.
Sempre que der,
Mande um sinal de vida de onde estiver,
Dessa vez,
Qualquer coisa que faça eu pensar,
Que você esta bem,
Ou deitada nos braços de um outro qualquer,
Que é melhor,
Do que sofrer,
De saudade de mim como eu tô de você,
Pode crer!
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo,
Imagina só,
Pra você...
Quero te ver,
Dando volta no mundo indo atrás de você,
Sabe o quê?
Rezando pra um dia pra você se encontrar e perceber,
Que o que falta em você,
Sou eu...
Que de nada adianta,
Esse papo de agora não dá,
Que eu te quero é agora e não posso e nem vou te esperar,
Que esse papo de um tempo nunca funcionou,
Pra nós dois.
Sempre que der,
Mande um sinal de vida de onde estiver,
Dessa vez,
Qualquer coisa que faça eu pensar,
Que você esta bem,
Ou deitada nos braços de um outro qualquer,
Que é melhor,
Do que sofrer,
De saudade de mim como eu tô de você,
Pode crer!
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo,
Imagina só,
Pra você...
Quero te ver,
Dando volta no mundo indo atrás de você,
Sabe o quê?
Rezando pra um dia pra você se encontrar e perceber,
Que o que falta em você,
Sou eu...
domingo, 13 de janeiro de 2013
Bombas de Estrelas por Zé Ramalho
nem toda nota é o tom,
nem toda luz é acesa,
nem todo belo é beleza,
nem toda pele é vison.
nem toda bala é bombom,
nem todo gato é do mato,
nem todo quieto é pacato,
nem todo mal é varrido.
nem todo preso é punido,
nem todo queijo é do rato.
nem toda estrada é caminho,
nem todo trilho é do trem,
nem todo longe é além,
nem toda ponta é espinho.
nem todo beijo é carinho,
nem todo talho é um corte,
nem toda estrela é do norte,
nem todo ruim é do mal.
nem todo ponto é o final,
nem todo fim é a morte.
nem todo rei é bondoso,
nem todo rico é feliz,
nem todo chão é pais,
nem todo sangue é honroso.
nem todo grande ê famoso,
nem todo sonho é visão,
nem todo pique é ação,
nem todo mundo é planeta.
nem toda pena é caneta,
nem todo certo é razão.
nem todo claro é clareza,
nem todo brilho é da luz,
nem todo cristo é o da cruz,
nem todo crime é defesa.
nem todo truque é proeza,
nem todo alto é altura,
nem todo quente é quentura,
nem todo prato é bandeja.
nem toda luta é peleja,
nem toda noite é escura.
nem todo coxo é perneta,
nem todo doido é demente,
nem todo grão é semente,
nem toda cara é careta.
nem toda mala é maleta,
nem todo verme é minhoca,
nem todo milho ê pipoca,
nem todo santo é catimba.
nem todo poço é cacimba,
nem toda fala é fofoca.
nem todo tiro é de bala,
nem toda cobra é serpente,
nem todo sol é poente,
nem toda boca é a que fala.
nem todo quarto é senzala,
nem toda conta é exata.
nem todo couro é chibata,
nem todo peso é medido.
nem todo grito é sentido,
nem todo verde é o da mata.
nem toda faca é punhal,
nem todo corte é ferida,
nem toda guerra é vencida,
nem todo vago é banal.
nem todo gênio é o tal,
nem todo velho é idoso,
nem todo dengo é manhoso,
nem toda conta é correia.
nem toda linha é uma reta,
nem todo fraco é medroso.
nem todo fogo é fumaça,
nem todo fumo é tabaco,
nem todo furo é buraco,
nem todo pátio é praça.
nem todo dia é de graça,
nem todo peixe é do rio,
nem todo são é sadio,
nem toda cabeça pensa.
nem todo crime compensa,
nem todo gelo é do frio.
nem toda horta é canteiro,
nem todo monte é colina,
nem toda viola afina,
nem todo galho é poleiro.
nem todo rock é santeiro,
nem todo homem é tanto,
nem todo véu é um manto,
nem todo olho é vazado.
nem todo terço é rezado,
nem todo choro é um pranto.
nem toda goma é chiclete,
nem todo baço é bacana,
nem toda gente se engana,
nem toda vamp é vedete.
nem toda mão se intromete,
nem todo caso é paixão,
nem todo leque é pavão,
nem toda cerca separa.
nem todo peso é a tara,
nem toda vara é condão.
nem todo pó é poeira,
nem todo ventoé soprado,
nem todo leite é coalhado,
nem todo filtro é peneira.
nem toda folha é parreira,
nem todo bicho é papão,
nem todo aperto é de mão,
nem toda raça é humana.
nem toda mente é insana,
nem todo ente é irmão.
nem todo grão é semente,
nem todo barco é vapor,
nem todo grito é pavor,
nem todo sol é nascente.
nem todo elo é corrente,
nem todo filho tem pai,
nem tudo que sobe cai,
nem todo verso tem rima.
nem toda matéria é prima,
nem tudo que entra sai.
Dedicado a Jorge Mautner
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