"Três coisas agradam a todo o mundo: gentileza, frugalidade e humildade. Pois os gentis podem ser corajosos, os frugais podem ser liberais e os humildes podem ser condutores de homens."Texto Taoísta



domingo, 6 de março de 2011

Entre a esperança e a ilusão

A esperança me diz que vencerei meus temores,
A ilusão quer que eu acredite que ter medo é sinal de que já perdi;
A esperança quer me mostrar um céu azul após o temporal,
A ilusão me diz que não suportarei a tempestade;
A esperança me diz que Deus abre portas em muralhas humanamente intransponíveis,
A ilusão quer que eu acredite que posso sozinho derrubá-las;
A esperança afirma que a vitória é certa,
A ilusão quer que eu não acredite que sou um dos meus inimigos;
A esperança me diz que serei renovado a cada manhã,
A ilusão diz que não preciso esperar o amanhecer;
A esperança me impulsiona para o amanhã na certeza do que Deus tem feito hoje,
A ilusão me cobra os erros do passado, perpetuando a culpa em minhas noites sem sono;
A esperança me eleva ao mais alto e seguro retiro,
A ilusão me faz baixar a cabeça para reter meu olhar em direção ao chão;
A esperança me incentiva a ser melhor a cada dia,
A ilusão me escraviza aos erros de hoje;
A esperança fixa meus passos nas promessas de Deus,
A ilusão quer que eu só enxergue meus interesses;
A esperança me lança para uma experiência nova no deserto,
A ilusão quer que eu me contente com a escravidão;
A esperança é amiga e produz experiência e paciência,
A ilusão é contra mim e gera uma ansiedade que aniquila minha fé.
Entre a esperança e a ilusão, estão nossos planos e os de Deus,
meus medos humanos e a coragem divina, minha inquietude e o descanso real.

Diante da esperança e da ilusão, só preciso optar se quero passar por esta vida contagiado pela esperança ou ser um artista famoso por interpretar personagens de um mundo de ilusão.

A Você Mulher

Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior,
porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.

Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria
insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e
no universo inteiro.

Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande.

Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.

Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura
a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.

Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.

Bem aventurada a mulher que, 
em seu caminho, encontra Cristo: 
escuta-O,
acolhe-O, 
segue-O, 
como tantas mulheres do evangelho, 
e se deixa
iluminar por Ele na opção de vida.

Bem aventurada a mulher que,
dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do
coração, traça sendas de esperança para a humanidade.

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER
  
" Cuida-te  quando fazes chorar uma mulher,
pois Deus, conta suas lágrimas...
A mulher foi feita da costela do homem
e não dos pés para ser pisada,
nem  da cabeça para ser superior...
E sim do lado para ser igual,
debaixo do braço para ser protegida,
e do lado do coração para ser amada! "

sábado, 5 de março de 2011

Ele Transcende...

Às vezes me pergunto por que o amor, que dizem ser a coisa mais forte e importante que há, faz tanta gente sofrer. Entendo que algumas pessoas amam com impaciência, amam com possessão, amam com insegurança, amam com violência, amam com preguiça, amam das formas mais desajeitadas, e nada disso é coisa fácil de lidar. Mas o amor é assim mesmo, vem acompanhado de várias outras sensações, todas elas fora do nosso controle. O amor é lindo, mas também pode ser tenso, fóbico, difícil. Billie Holliday cantava: “Não me ameace com amor, baby/vamos só caminhando na chuva”.

Chego à conclusão, então, de que se o amor é nobre e, ao mesmo tempo, ameaçador, deve existir algo muito melhor que amor. Muito maior que ele. Um sentimento que vários de nós talvez já tenhamos experimentado, só que, como esse sentimento nunca foi batizado, não o reconhecemos com facilidade. É difícil classificar as coisas sem nome.

Maior que o amor, melhor que o amor: um sentimento que ultrapasse todos os padrões convencionais de relacionamento. Que prescinda de fogos de artifício por ter chegado e também dispense velório por ter partido, que se instale sem radares em volta, que não nos deixe apreensivos para entendê-lo e nem para traduzir os seus sinais. Um sentimento que não se atenha à longevidade nem a uma intensidade medida pelo número de declarações verbais. Que seja algo que supere conceitos como matrimônio, família, adequação social. Que seja individualizado, amplo e sem contra-indicações.

O amor — como o conhecemos — é apenas um aprendizado, um estágio antes de a gente alcançar isso que é maior e melhor: um sentimento que independe da presença constante do outro, que confere leveza à vida, que nos deixa absolutamente plenos e livres. Plenos o amor nos torna; mas livres? Não. O amor termina e isso nos atormenta. Quando é maior e melhor que amor, não termina, mesmo quando a relação se desfaz.

É um sentimento que, quanto mais forte, mais calmo. Quanto maior, mais discreto. A gente não o pensa, não o discute, não o compara, não o idealiza. Ele simplesmente encontra asilo dentro de nós e cresce sem a aflição daquelas regrinhas impostas ao amor: “tem que cultivar, tem que reinventar, tem que...”. Tem que nada. Tem que apenas curtir. É até bom que ele não tenha nome, símbolo, cor e teorias. Melhor assim, sem estampar capas de revista, sem que ninguém o use como argumento para cometer insanidades, sem virar mote para propaganda, sem fazer sofrer nas novelas e nem na vida.

Simplesmente enorme assim, sem ameaçar. Transcendente como um convite para caminhar na chuva...